É da tua boca o gosto das cerejas matinais
Quando os nossos lábios se descobrem ao nascer
Do sol, nas áleas quedas da cidade, ancestrais,
Onde vagueia a frutuosa brisa do prazer.
E o tempo pára sem urgência nesse instante
E sem pressa me aconchego no teu corpo
Como um navio que acosta no seu porto
E do revoltoso mar já só evoca o som distante.
Amanhece em nós a euforia dos sentidos,
Na tua pele a minha pele consumida
Estremece a cada gesto impaciente da investida.
E já despontam sonhos derramados em sorrisos
Quando a manhã acorda em tons de fogo e de doçura
Deixando nos lençóis o aroma etéreo da ternura ...
Ana Lee
DIABRETA ou DIABRETE que sejas... Para onde estás a olhar? Estou-te a ver !!!!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O poder da música ....
NOTA 1: Será que não se podia fazer uma experiência com o Zé Cabra, o Quim Barreiros e outros exemplares da fauna musicae (perdão: fauna ruidosa) que por aí ganha a vida a vender discos de plástico e carbono?
NOTA 2: Foi só uma ideia que me ocorreu. E numa preocupação mormente científica/humanitária.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
NOVA LÍNGUA PORTUGUESA
Desde que os americanos se
lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a
acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico'. De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa' e agora são 'assistentes operacionais'. Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'. E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas '. O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez'. Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'.
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores'; as fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas' e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'. O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante. Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'. A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'. Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação', os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'. Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...). As prostitutas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça
desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas
fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos "tramados" com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
Canalhíadas
Se CAMÕES fosse vivo, escreveria assim os "Canalhíadas" (CAMÕES versão atual)
Canalhíadas
I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
Canalhíadas
I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
Luíz Vaz Sem Tostões
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
AS LIÇÕES DA HISTÓRIA: Winston Churchill sobre Portugal em 1948.
“Se Portugal assume hoje lugar de destaque no calendário diplomático das nações, não o deve só à sua posição geográfica e marítima, pois ela sempre existiu através dos vários acontecimentos internacionais, mas sem resultados plausíveis. A razão é outra, não menos digna de ser citada: o exemplo honesto do viver português; a clareza da sua administração; a seriedade dos seus princípios de franca e leal colaboração e cooperação pela paz e pelo progresso da civilização”.
Winston Churchill – 1948
Ter-se-á enganado no país?
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Vaselina ... Ops
Dentro de uma farmácia, um estudante de Propaganda e Marketing faz perguntas aos clientes para uma pesquisa de mercado:
- Por favor, minha senhora. Eu estou a fazer uma pesquisa sobre o produto "Deslizafácil", para determinar os usos da vaselina no lar. A senhora pode dizer-me como usa a vaselina?
Sem se fazer de rogada, a mulher responde:
- Em casa, usamos a vaselina para ferimentos, pele seca, queimaduras e quando fazemos amor.
O pesquisador então pergunta:
- É a primeira vez que ouço a respeito do uso da vaselina para fazer amor, poderia dar-me mais detalhes?
Mais uma vez, sem se abalar, a mulher responde:
- Eu coloco-a na maçaneta da porta do quarto.
- Na maçaneta da porta ? ! ? !
- É, as mãos escorregam e isso impede que as crianças entrem!!
- Por favor, minha senhora. Eu estou a fazer uma pesquisa sobre o produto "Deslizafácil", para determinar os usos da vaselina no lar. A senhora pode dizer-me como usa a vaselina?
Sem se fazer de rogada, a mulher responde:
- Em casa, usamos a vaselina para ferimentos, pele seca, queimaduras e quando fazemos amor.
O pesquisador então pergunta:
- É a primeira vez que ouço a respeito do uso da vaselina para fazer amor, poderia dar-me mais detalhes?
Mais uma vez, sem se abalar, a mulher responde:
- Eu coloco-a na maçaneta da porta do quarto.
- Na maçaneta da porta ? ! ? !
- É, as mãos escorregam e isso impede que as crianças entrem!!
A Primeira Noite ....
Na primeira noite de um casal recém-casado, quando vão para a cama,
diz ela:
- Amor, ainda não te disse, mas... eu sou muito inexperiente, não sei fazer nada de nada!
- Não te preocupes, querida, eu explico-te: tiras a roupa, deitas-te na cama com as pernas abertas, e eu trato do resto.
E ela, muito meiguinha:
- Não, amorzinho... foder eu sei...!!! O que eu não sei é lavar, passar a ferro, cozinhar....
- Não, amorzinho... foder eu sei...!!! O que eu não sei é lavar, passar a ferro, cozinhar....
Só pode ser chefe!
Um elefante vê uma cobra pela primeira vez. Muito intrigado pergunta:
- Quem és tu? O que ...? Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!
- É muito simples, responde a cobra, rastejo, o que me permite avançar.
- Ah ... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!
- É muito simples - responde a cobra já irritada - não preciso de tomates, ponho ovos.
- Ah ... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida à boca!
- Não preciso! Abro a boca assim, muito grande, e com esta enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah ... Ok! Ok! Mas então, resumindo, rastejas, não tens tomates e só tens garganta...
Só podes ser Chefe !!!
- Quem és tu? O que ...? Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!
- É muito simples, responde a cobra, rastejo, o que me permite avançar.
- Ah ... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!
- É muito simples - responde a cobra já irritada - não preciso de tomates, ponho ovos.
- Ah ... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida à boca!
- Não preciso! Abro a boca assim, muito grande, e com esta enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah ... Ok! Ok! Mas então, resumindo, rastejas, não tens tomates e só tens garganta...
Só podes ser Chefe !!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)











