Desejo um duche em conjunto.
Ajoelho-me nele, e abraço o ventre. Beijo-o.
Desço mais. E beijo.
Coloco-te um perna apoiada na beira da banheira.
E busco os lábios, pois lábios buscam sempre lábios.
E beijo.
Há pouca luz. Assim o quisemos para intensificar o prazer.
Beijo. Lambo. Acaricio.
Viro-te. Lentamente. Beijo. Mordo. Lambo.
A pele sabe bem. Continuo.
Mordo meigo. Seguro firmemente, para te virar num ritmo que me apetece.
Tu deixas. Queres seguir o ritmo, sentir a minha alma que se exprime pela boca.
Por fim virada. Ofereces-me com pouca luz, nádegas para me deleitar.
Oferta aceite integralmente. Nuas. Mordidas. Tocadas. Lambidas. Apertadas entre lábios.
Continuo a virar-te. A água corre ainda.
Virada, acaricias-me a cabeça.
Deixas que a minha boca busque o santuário.
Santo e lindo espaço. Lindo, perfumado, saboroso.
Sinto o líquido, distinto da água. Mais cremoso. Menos abundante.
Mas presente. Presente porque está. Presente, porque se oferece.
Presente, porque pressente, que receberá o seu presente.
Diz-me!!!
Neste banho, buscamos higiene?
Claro. Limpar a alma das suas necessidades.
Excitar. Atribular. Para conceder enfim descanso.
Temporário. Pois de novo, intenso, possante, o desejo se imporá.
Vem.
Vem-te num duche comigo.
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